Olá, leitores e leitoras do meu coração, quero falar de alguém que foi uma grande inspiração pra mim e antes e depois dessa pessoa, outras tantas também. Então, sentem-se, acomodem-se, boa leitura e espero que gostem.
Quando eu era mais nova, não gostava de nenhuma das matérias da escola. Mas amava a minha professora. Ela era incrível em tudo que fazia. Eu a admirava demais. Depois de alguns anos, mudando de professores, veio os "anos finais" do ensino fundamental, que é do 6° ao °9 ano, o finalzinho mesmo do fundamental.
No 6° ano, eu tive uma professora de português que eu amava igual àquela primeira. Passei a gostar de gramática, de literatura, de tudo que envolve esse universo da língua. Foi bem na época que comecei a ler com mais frequência, com incentivo da professora, claro. Mas aí, a professora teve que se afastar do cargo para cuidar do seu filho que iria nascer e veio outra professora. Essa era daquelas que a gente ama como pessoa, mas não aprende nada como professora da matéria. Do mesmo jeito era com a professora de inglês. Foi a mesma nos 3 anos finais do fundamental (6°, 7° e 8°) e eu era um dos poucos alunos da turma que tirava nota alta na matéria e eu nem sei como eu tirava, hahaha. Eu adorava aquela professora como pessoa, tanto que depois que me mudei de lá, quando a reencontrei eu morri de alegria de vê-la.
Quando eu mudei de escola, foi quase a mesma coisa com todos os meus professores, não aprendia muito bem porém adorava eles como as pessoas incríveis que eram, os admirava inexplicavelmente.
Foi no ensino médio, logo no 1° ano, que eu tive na minha opinião, o melhor professor de português da minha vida. O professor de português que também ensinava literatura e redação, foi o responsável por eu pensar na possibilidade de cursar Letras. Ele era aquele tipo de professor rígido, com cara de bravo que todos dizem não gostar mas eu amava aquele professor justamente por isso. Porque além de ensinar, eu aprender e também me interessar pelo assunto, ele colocava "ordem na bagunça" e eu adorava ver meus colegas que adoravam 'fazer hora' levando bronca e sendo punidos. Pena que nos anos seguintes ele não foi mais meu professor.
Também no ensino médio, nos dois primeiros anos, tive um grande professor, esse era de história. Ele era e ainda é um professor incrível que todos os alunos gostam. Dinâmico nas aulas, ele ensina como se estivesse conversando e ainda se torna amigo dos alunos. Me fez gostar de uma matéria que não tinha me interessado até entrar no ensino médio e como tive sorte de tê-lo como meu professor. O tipo de profissional que qualquer aluno iria querer ter. Porém, ele era exceção entre muitos que eram totalmente o oposto e isso resultou em uma mudança na minha vida que me fez bem porém perdi esse professor tão f*da.
No último ano, em uma outra escola, eu tive a honra de conhecer o melhor professor do mundo, na minha humilde opinião e de muitos colegas meus. Ele não era professor de português nem de qualquer matéria de humanas, que é a área que eu mais gosto, mas sim, da matéria que eu mais odiava até aquele momento quando comecei o 3° ano: física. Ele era diferente de todos os outros professores que eu tive na minha vida escolar inteira. Todos usavam cadernos, a gente copiava a matéria do quadro, fazia exercícios e a prova no final do bimestre. Ele não. Aquele professor de física, pegava do bolso dele e imprimia toda a matéria para os alunos e nós guardávamos tudo numa pasta de plástico que ele mesmo dava para cada um no início do ano. Tudo pagado por ele. Toda a matéria do ano todo era imprimida e entregue à todos os alunos. Os exercícios também eram imprimidos e colocados na pastinha de plástico que o professor dava o seu visto até o dia da prova antes de começar a aplicação. Nenhum outro professor fazia isso. Muitos diziam que se passou do dia do visto, ficava sem. Ele não. Era até antes da prova, no mesmo dia. Você poderia passar o bimestre inteiro fazendo nada e quando chegasse o dia da prova, você faria todos os exercícios antes do horário de física e ganhava 5 pontos dos exercícios tranquilo. Parece injusto, né? Quem fez tudo nos dias certos e quem fez na última hora ganha os mesmos pontos. Aquele professor de física dava todas as chances possíveis para todos os alunos tirarem nota alta na sua matéria. Ele ensinava, fazia o seu papel de professor, mas também fazia mais do que isso.
Esse texto é sobre os professores. Todos os que existem no mundo. Os melhores do mundo são aqueles que amam a sua profissão e fazem tudo por amor. Eu admiro cada um dos professores que eu tive ao longo dos meus anos na escola, mas dedico em especial esse texto, ao meu melhor professor do mundo, que deixou esse mundo em 2020.
Eu escrevo tudo que eu penso e sinto. Nesse momento eu só sinto muito por aqueles que não vão ter a honra de serem alunos daquele professor de física que tanto me ensinou, não só a física mas a vida, sem perceber ele ensinou muito sobre a vida.
Deixo aqui, o meu agradecimento e minha admiração por todos que são professores por amor, como foi ele, Manoel Valadão.
De eu mesma,
@malinesg
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