O meu clichêzinho

Olá, leitores e leitoras do meu coração,

Eu sempre acreditei no amor. Na sua forma mais bela e simples de ser. Amor pela família, pelos amigos, por quem me faz bem é o principal pra mim. Mas um outro amor que eu nunca fui correspondida, é o assunto desse texto de hoje.

Conheci uma pessoa. Na internet, num aplicativo de relacionamentos. Eu sei, parece idiotice, perda de tempo, nunca vai dar certo, aplicativo assim não é nada sério e blá blá blá. Acontece que eu já tive experiências que foram mais do que uma idiotice ou algo nada sério. Pode acreditar que eu já fiz amizades por causa de aplicativos assim.

Mas enfim, essa pessoa me conquistou desde o primeiro momento de conversa. Sabe por quê? Porque ele disse que adorou a ideia do meu blog e ainda mais os textos que eu já tinha escrito e publicado aqui. É, parece bem conveniente, né? Talvez, o fato é que eu me apaixonei. Simplesmente me apaixonei. Me apaixonei quando aquela pessoa viu em mim algo que eu queria tanto que as pessoas vissem. Me apaixonei quando aquela pessoa me viu de um jeito que eu me recuso todos os dias a ver: o meu lado bom, minhas qualidades. Eu me olho no espelho e só me odeio e odeio aquela imagem que eu vejo. Eu odeio tudo que eu faço porque tudo acaba dando errado. E aquela pessoinha veio pra minha vida e em poucos dias fez tanto o que pessoas que me conhecem a vida inteira nunca chegaram perto de fazer um pouquinho.

E como diria Augustus Waters (na minha versão): eu estou apaixonada, e sei que o amor é apenas um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó e sei que o sol vai engolir a única terra que podemos chamar de nossa, e eu estou apaixonada.

E sim, eu vim aqui, postar isso: que estou apaixonada. Agora você vai parar de ler meus textos porque acha que são tudo uma baboseira sobre a minha vida. É, talvez seja. Mas sabe qual é a verdade? Eu faço aqui mais por mim do que pra você ou qualquer outra pessoa vir e apenas ler. Aí daqui uma semana você nem lembra o que leu aqui nesse blog esquisito cheio de texto esquisito falando de amor de adolescente e coisas de adolescente. Fazer o que, né? Eu gosto de falar de coisas que eu ainda sou e já vivi.

Mas não pense que vou apenas vir falar que estou apaixonada e pronto, acabou. Na verdade, eu queria que essa página da minha vida (que se virasse um livro físico eu intutilaria como "eu estou apaixonada"), se tornasse tipo um capítulo sem fim com essa pessoa, mas não vai ser assim. Vai parecer contraditório, porque realmente é mas, eu quero isso porém também não quero que aconteça. Vou explicar, calma: primeiro, eu sempre quis viver isso, não tem como eu não querer que dê certo com essa pessoa. Porém, eu tô num momento de instabilidade emocional e eu sei que só vou trazer problemas e preocupação pra essa pessoa, ainda mais por morarmos em cidades diferentes, isso vai ser ainda pior e a última coisa que quero é fazer a pessoa que tô apaixonada, passar por situações desagradáveis por minha causa.

Então, esse é o meu clichêzinho: a garota que se apaixona pelo cara dos seus sonhos (ainda melhor) porém não fica com ele. É uma história tão curta que nem eu iria querer ler. Mas enfim, isso aqui é só um desabafo. Meu blog é assim, eu sou assim. Gostando ou não. Sempre será assim.

Um clichêzinho.

De eu mesma,

@malinesg



P.s.: esse texto foi escrito hoje, por mim, nessa manhã nublada que me faz ter ainda mais certeza que estou apaixonada e agora, essa pessoa já sabe disso. Sorry, crush sz.

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